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Enquanto esperava o ônibus, seus olhos se voltaram para as janelas escuras de um galpão abandonado. Ela sentia o vento do inverno no seu rosto, seus cabelos voavam. Uma criança caminhava em sua direção e seus olhos não conseguiam desviar dela. A criança passou direto. Atrás de sua blusa havia escrito o número 34.
Ela entrou no ônibus e não conseguia parar de pensar na criança, naquele número e no galpão abandonado. A buzina frenética do ônibus a assustou e a fez se lembrar do romance que começara a escrever. Ela era uma escritora famosa. Ela, que odiava rótulos.
O padeiro aguardava o ônibus e o motorista parou para ele. Nada demais, a entrega de uns salgados e uma coca-cola. Mas não era só isso. Não foi bem assim.
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